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Os pés no chão

Eu me peguei pensando em todas as coisas que queria para o meu futuro, observando as outras pessoas, o que tinham, o que não tinham, eu sempre fui muito de observar. Quando era adolescente, e ainda hoje, por mais incrível que pareça observo mais do que me exponho.

Quando me dei conta, de que meus sonhos e desejos que ficavam lá naquele espaço cheio de névoas e formas estranhas que é a minha imaginação e não logo ali na esquina, eu comecei a me questionar. Como? Onde? Porquê? E todas as indagações acompanhadas de um suspiro lento e dolorido de quem só vive de sonhos. Acredito que existam pessoas que param por aí.

Isso mesmo, ficam no paradigma do sonho não alcançado, do “a vida é assim mesmo”; só que definitivamente eu não queria e nunca quis me conformar. Só saber como funciona para mim nunca foi suficiente, eu queria montar um igual, como quando você vê um truque de mágica e apenas entender não é suficiente, é preciso aprender e ver se consegue construir a mesma ilusão.

Foi assim na escola, na faculdade, no mundo do trabalho, inclusive na minha vida íntima. Uma forma de viver a vida, e olha que estava funcionando muito bem! Até eu me dar conta de que meus sonhos estavam no céu e eu na terra, e eu não tinha a menor ideia de como chegar lá. Quer dizer, eu tinha, sabia exatamente o que fazer, mas não fazia. E ficava esperando o dia que aquela nuvenzinha do Goku viesse me buscar e me levasse até lá. Se você não sabe o que é a nuvenzinha, imagina que estou falando do bilhete da Mega-Sena… (isso, melhor). Eu queria ganhar a mega acumulada, mudar minha vida e daí eu poderia ser quem eu quisesse ser, como as pessoas que eu via sendo elas.

Mas lembra que eu disse que precisava fazer eu mesmo para saber como era?! Então, para isso precisei entender mais essas vidas que eu observava e descobri que por trás da superfície que eu admirava, tinha uma vida muito parecida com a minha, mas com uma diferença brutal. E daí você poderá dizer, não, é que essas pessoas estavam na hora certa e no lugar certo. Eu te digo: não é isso!

Essas pessoas, o que eu aprendi a fazer nos últimos 7 anos, tiraram todos os seus calçados, despiram-se de todo o seu orgulho e marcaram o dia e o lugar no calendário através de suas ações. É difícil, às vezes, agir; dizer é com certeza um milhão de vezes mais fácil. E é dessa forma que se consegue as coisas, agindo. Um passo de cada vez. E por isso, para alcançar os sonhos no céu, às vezes, tudo de que você precisa é pôr os pés no chão.