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Fui de Minion, e daí!?

Sim eu fui um Minion! E também já fui um palhaço saindo da caixa, cientista maluco, cheff d’cousine e Marry Pipi. A gente às vezes faz coisas estranhas, e não, elas não são à toa.

No dia 01 de novembro, eu me arrumei para ir dar aula na faculdade, vesti um macacão de jeans, uma camiseta amarela e uma máscara para completar o look. Entrei no carro e durante todo o caminho os olhares eram sempre diferentes. Alguns olhavam com admiração, outros com graça e outros sem entender nada. Quando cheguei na faculdade e comecei a andar pelos corredores que levam a sala dos professores, os olhares continuaram e eu segui minha jornada sorrindo e acenando às vezes.

O impacto maior foi na sala dos professores, eu confesso, a pergunta mais inusitada foi: “você veio vestido para dar aula assim?” Eu quase respondi ‘não vou fazer um bico na praça enquanto os alunos fazem um trabalhinho’, mas me segurei. Alguns me parabenizaram por estar daquela forma, mas até mesmo esses não entendiam o sentido daquilo. Não foi uma aula que fez com que aquilo acontecesse, foram uma série de encontros, mais de 10 para ser preciso, construindo empatia e ressignificando conceitos com a minha turma de quarta-feira. E eis o meu truque: a empatia.

Todas as vezes que mudei meu visual para despertar algum sorriso, o objetivo maior não era esse, mas sim fazer com que isso trouxesse brechas para eu poder aplicar a minha forma de construir conhecimento. Se nós formos falar de associações, analogias, de construção de significado e aprimoramento de competências através de metodologia ativa, pode ser que fique complexo por alguns, então simplesmente o objetivo era gerar empatia.

Agora, se você quer ir um pouco além e falarmos de criatividade quântica, do poder da comunicação e do inconsciente, então teremos assuntos para horas e horas de bate-papo, esteja eu vestido de minion ou não. Porque o que importa não é a roupa (tá certo que eu acharia no mínimo divertido se meu professor aparecesse desse jeito em alguma aula) mas o conjunto de significados que ela carrega. Cada dia, cada momento, cada turma, terá um conjunto de significados diferentes, o meu com esta também era e é. O de ressignificar a expressão, de materializar as ideias, de levar o sentido de urgência e a responsabilização a outro nível. Esses são os eleitos desta vez…. Se deram frutos, deram, mas os melhores estamos esperando amadurecer!

Eu proponho que olhemos os problemas de formas diferentes, quando escuto que os alunos não rendem ou não se envolvem, eu me pergunto se a responsabilização que se espera está sendo mútua! Eu tento, nem sempre consigo, mas quando dá certo, a gente se diverte e aprende junto!